segunda-feira, 19 de março de 2012

Retratação



Ontem jantando com uns amigos falávamos sobre alguns programas de TV e seus apresentadores. Entre os citados estava a Palmirinha, que se destaca pelo português sofrido.

Ao chegar em casa, ligo a TV e Marilia Gabriela estava entrevistando a própria Palmirinha que acaba de lançar um livro sobre sua vida.

Sem dúvida uma cena curiosa, dois mundos e duas gramáticas distintas.

Entretanto, tive a oportunidade de conhecer a história da mulher, que até os 45 anos apanhava do marido, que aos 16 foi vendida pela própria mãe e, começou cozinhar profissionalmente numa situação de desespero por que não tinha dinheiro para comprar "os brusão do uniforme das filha”.

Ao final da entrevista como de praxe, tem o bate bola com perguntas e respostas rápidas. Perguntada sobre um arrependimento na vida, ela prontamente respondeu: NÃO TER ESTUDADO.

Publicamente tiro meu chapéu para essa mulher que aos 80 anos está vivendo seu momento de glamour, usufruindo de poucos privilégios conquistados com muito trabalho numa vida de superação.
Quanto aos erros de português ... deixa prá lá!

Como disse anteriormente, qualquer gafe pode ser superada com um SORRISO SINCERO.

Provavelmente muitos que gozam de pleno domínio da língua portuguesa, não passaram por tantas adversidades e puderam dedicar boa parte do seu tempo aos estudos, sendo assim, não fazem mais que a obrigação.

Um comentário:

  1. Ronald, adorei! Também vi a entrevista com a Palmirinha e fiquei pensando no quanto demonstramos superficialidade de alma ao avaliar uma pessoa por suas limitações. Ora, todos nós as temos, não é o bom Português que torna alguém melhor. Essa mulher, na sua simplicidade, dá lições diárias de valores inestimáveis, mais que qualquer um desses intelectuais de meia tigela que sobrevivem da pompa, gerando um lero-lero que ninguém entende, mas que, infelizmente, ainda lhes rende algum glamour. Mas isso está acabando, e já não era sem tempo! Sempre gostei da língua do povo, porque sucesso é compreender e ser compreendido (isso é comunicar-se bem!). E é manter acesa a chama da esperança, mesmo diante de tantas adversidades. O mundo precisa de gente assim, verdadeiramente feliz!
    Beijo

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